Neste artigo, você vai saber o que são os adjetivos pátrios. Além disso, vai encontrar vários exemplos dessa forma de adjetivo. E você que gosta dos conteúdos do site Gramática da língua portuguesa, conheça também os livros de seu autor. É só clicar aqui.
O que é adjetivo pátrio?
O adjetivo pátrio indica país, estado ou cidade associada ao substantivo. Portanto, ele aponta a origem do ser ou coisa a que se refere. Como exemplo temos “brasileiro(a)”. Assim, a “música brasileira” é aquela originária do Brasil.
Alguns adjetivos pátrios
CIDADES
- Aracaju — aracajuano(a) ou aracajuense.
- Belém — belenense.
- Belo Horizonte — belo-horizontino(a).
- Boa Vista — boa-vistense.
- Cuiabá — cuiabano(a).
- Fortaleza — fortalezense.
- Goiânia — goianiense.
- Lima — limenho.
- Macapá — macapaense.
- Maceió — maceioense.
- Manaus — manauense.
- Nova Iorque — nova-iorquino(a).
- Porto Alegre — porto-alegrense.
- Porto Velho — porto-velhense.
- Recife — recifense.
- Rio Branco — rio-branquense.
- Rio de Janeiro — carioca.
- Salvador — salvadorense ou soteropolitano(a).
- São Paulo — paulistano(a).
- Vitória — vitoriense.
- Atenas — ateniense.
- Bagdá — bagdali.
- Coimbra — conimbricense ou coimbrão(ã).
- Lisboa — lisboeta, lisbonense, lisbonino(a), lisboês(a), lisbonês(a), ulissiponense, olisiponense.
- Madri — madrilenho(a), madrilense, madrilês(a), matritense.
- Moscou — moscovita.
- Vitória — vitoriense.
ESTADOS
- Acre — acreano(a).
- Alagoas — alagoano(a).
- Amapá — amapaense ou baré.
- Amazonas — amazonense.
- Bahia — baiano(a).
- Ceará — cearense.
- Espírito Santo — espírito-santense ou capixaba.
- Goiás — goiano(a).
- Maranhão — maranhense.
- Mato grosso — mato-grossense.
- Mato Grosso do Sul — mato-grossense-do-sul.
- Minas Gerais — mineiro(a).
- Nova Iorque — nova-iorquino(a).
- Pará — paraense.
- Paraná — paranaense.
- Paraíba — paraibano(a).
- Pernambuco — pernambucano(a).
- Piauí — piauiense.
- Rio de Janeiro — fluminense.
- Rio Grande do Norte — rio-grandense-do-norte, norte-rio-grandense ou potiguar.
- Rio Grande do Sul — rio-grandense-do-sul, sul-rio-grandense ou gaúcho(a).
- Rondônia — rondoniano(a).
- Roraima — roraimense.
- Santa Catarina — catarinense, catarineta ou barriga-verde.
- São Paulo — paulista.
- Sergipe — sergipano(a).
- Tocantins — tocantinense.
PAÍSES
- Argentina — argentino(a).
- Bogotá — bogotano(a).
- Brasil — brasileiro(a).
- Canadá — canadense.
- Colômbia — colombiano(a).
- Equador — equatoriano(a).
- Estados Unidos — estado-unidense, americano(a), ianque.
- Guatemala — guatemalteco(a).
- Haiti — haitiano(a).
- Panamá — panamenho(a).
- Porto Rico — porto-riquenho(a).
- El Salvador — salvadorenho(a).
- Angola — angolano(a).
- Bélgica — belga.
- Cabo Verde — cabo-verdiano(a) ou cabo-verdense.
- Costa Rica — costa-riquenho(a).
- Egito — egípcio(a).
- Grécia — grego(a).
- Índia — indiano(a) ou hindu.
- Irã — iraniano(a).
- Iraque — iraquiano(a).
- Israel — israelense ou israelita.
- Japão — japonês(a) ou nipônico(a).
- México — mexicano(a).
- Moçambique — moçambicano(a).
- Nova Zelândia — neozelandês(a).
- Peru — peruano(a).
Adjetivos pátrios compostos
O primeiro elemento do adjetivo pátrio composto apresenta forma reduzida:
- África — afro-: afro-brasileiro(a).
- Alemanha — germano- ou teuto-: teuto-americano(a).
- Ásia — ásio-: ásio-português(a).
- Austrália — australo-: australo-dinamarquês(a).
- Áustria — austro-: austro-húngaro(a).
- Bélgica — belgo-: belgo-irlandês(a).
- China — sino-: sino-europeu(eia).
- Dinamarca — dano-: dano-espanhol(a).
- Espanha — hispano-: hispano-americano(a).
- Europa — euro-: euro-brasileiro(a).
- França — franco-: franco-italiano(a).
- Grécia — greco-: greco-sueco(a).
- Índia — indo-: indo-europeu(eia).
- Inglaterra — anglo-: anglo-japonês(a).
- Itália — ítalo-: ítalo-germânico(a).
- Japão — nipo-: nipo-australiano(a).
- Portugal — luso-: luso-brasileiro(a).
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Leia também este livro: Punhétricas.
Referências
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. 49. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2020.
NICOLA, José de; INFANTE, Ulisses. Gramática contemporânea da língua portuguesa. 15. ed. São Paulo: Scipione, 1999.
SACCONI, Luiz Antonio. Nossa gramática completa. 34. ed. São Paulo: Matrix Editora, 2021.
Este artigo foi escrito por: Warley Matias de Souza.
