Neste artigo, você vai saber o que são os verbos defectivos e os verbos abundantes. Além disso, vai descobrir como é feita a conjugação desses verbos. E você que gosta dos conteúdos do site Gramática da língua portuguesa, conheça também os livros de seu autor. É só clicar aqui.
O que são verbos defectivos?
Os verbos defectivos são aqueles cuja conjugação é incompleta, ou seja, ela inexiste em uma ou mais pessoas do verbo.
Exemplo de conjugação de verbos defectivos
Como exemplo, tomemos o verbo defectivo DEMOLIR, conjugado no presente do indicativo. Observe que ele não apresenta a conjugação da primeira pessoa do singular:
EU ———
TU demoles
ELA, ELE demole
NÓS demolimos
VÓS demolis
ELAS, ELES demolem
Além dele, são defectivos os verbos:
O que são verbos abundantes?
Os verbos abundantes possuem mais de uma forma em sua conjugação. A abundância é mais comum nos particípios.
Exemplo de conjugação de verbos abundantes
Como exemplo, tomemos o verbo abundante CONSTRUIR, conjugado no presente do indicativo. Observe que ele apresenta duas formas na segunda e terceira pessoas do singular, e também na terceira pessoa do plural:
Eu construo
Tu constróis/ construis
Ela, ele constrói/ construi
Nós construímos
Vós construís
Elas, eles constroem/ construem
Além dele, são abundantes os verbos:
- comprazer;
- entupir;
- haver etc.
Além disso, há verbos no particípio que apresentam uma forma regular e outra irregular, como é possível observar nos exemplos abaixo. Na forma regular, o verbo recebe terminação -ADO ou -IDO.
ACEITAR: aceitado, aceito.
ACENDER: acendido, aceso.
ELEGER: elegido, eleito.
ENCHER: enchido, cheio.
ENTREGAR: entregado, entregue.
ENXUGAR: enxugado, enxuto.
EXPULSAR: expulsado, expulso.
EXTINGUIR: extinguido, extinto.
IMPRIMIR: imprimido, impresso.
INSERIR: inserido, inserto.
ISENTAR: isentado, isento.
LIMPAR: limpado, limpo.
MATAR: matado, morto.
PRENDER: prendido, preso.
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Referências
BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. 49. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2020.
NICOLA, José de; INFANTE, Ulisses. Gramática contemporânea da língua portuguesa. 15. ed. São Paulo: Scipione, 1999.
Este artigo foi escrito por: Warley Matias de Souza.